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ACUSADO de matar e enterrar esposa em cova rasa será julgado nesta quarta-feira em Chapadão do Sul


O Tribunal do Juri da Comarca de Chapadão do Sul reúne-se nesta quarta-feira para julgar José Edilson Ramos da Silva (Bigode), acusado de matar a esposa (Feminicídio) e enterrar o corpo numa vala rasa da zona rural (ocultação de cadáver). O crime foi cometido em 2021 e chocou a comunidade sul-chapadense na época. O Juiz Dr. Sílvio Prado presidirá o tribunal. Na acusação pelo Ministério Público estará o Promotor Dr Thiago Barile Galvão de França e na Defensoria Pública Dr Ernany Andrade Machado.

Após a localização do corpo de Elisiane Ferreira da Silva Alves numa cova rasa nos fundos da antiga Fazenda Campo Bom a Polícia Civil de Chapadão do Sul divulgou o resumo do Boletim de Ocorrência com a versão do companheiro, José Edilson Ramos da Silva , acusado de ser o autor do Feminicídio. Já teria antecedentes por Violência Doméstica contra outras mulheres. Deu várias versões controversas sobre o mesmo caso e chegou inventar um personagem fictício, (Baianinho), como o homem que teria matado a esposa à pauladas numa rua movimentada da cidade.

A mulher foi enrolada num cobertor e enterrada em local ermo. Nesta ação cabe um destaque ao Setor de Investigação da Polícia Civil que ficou dois dias em diligências e ouvindo o depoimento de José Edilson Ramos da Silva que negava o crime. Sabendo que testemunhas viram o casal bebendo na noite fatídica ele criou um personagem fictício que teria matado a companheira á pauladas.

Estranhamente ninguém viu o “Baianinho”. Sem um álibi consistente acabou revelando o local onde a mulher foi enterrada. Mesmo assim disse que foi “obrigado” pelo suposto autor a descartar o corpo nos fundos da fazenda, numa área rural. Na época, a prisão elevou para três o número de feminicídios em Chapadão do Sul, num País onde muitas mulheres seguem sendo massacradas e mortas. O Boletim de Ocorrência elaborado pela Polícia Civil mostra várias contradições do autor que alegava inocência mas sequer foi à Delegacia comunicar o “desaparecimento” da companheira. O registro teve como comunicante uma amiga da vítima que estranhou a ausência de Elisiane Ferreira da Silva Alves.

Quando o cerco policial se fechou e testemunhas de agressões anteriores o apontavam como suspeito começou a fugir. Um familiar também revelou que Bigode chegou em casa transtornado logo após o Feminicídio, mas disse que não se entregaria. Foi preso tentando se esconder dos agentes que estavam em diligências. O carro do homem que era limpo todos os dias foi visto completamente sujo de poeira no domingo de manhã, com o pneu dianteiro amassado e furado e o carter vazando indicando que trafegou numa vicinal para “descartar” o corpo.

A Polícia Militar chegou a atender um chamado na casa da irmã de Bigode após ter sido ameaçada para não denunciá-lo. Depois de pedir a presença de um advogado Bigode criou o personagem (Baianinho) para atribuir o crime. Este autor fictício estaria armado de revólver e o obrigou a levar o corpo até o local de desova. Elisiane estava enrolada num cobertor e enterrada na vala rasa, de barriga para baixo, pernas encolhidas.

No local onde o corpo foi localizado compareceram as polícias Civil, Militar, funerária e peritos de Costa Rica. As causas da morte não foram informadas á imprensa após a elaboração do laudo do IML. Elisiane Ferreira da Silva era uma alagoana que veio atrás de sonhos de trabalho e vida melhor em Chapadão do Sul.


fonte: chapadensenews

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