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Cassems presta contas, nega deficit e diz que tem R$ 90 milhões em caixa


Prestação de contas foi realizada nesta quinta-feira, na Assembleia Legislativa (Foto: Jackeline Oliveira)


O presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul), Ricardo Ayache, explicou nesta quinta-feira (3) que a informação recente sobre um deficit de R$ 17 milhões foi erro de interpretação dos balanços do plano, que atende mais de 215 mil pessoas no Estado. A prestação de contas foi feita na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Segundo ele, as contas estão equilibradas, há em caixa R$ 90 milhões e o passivo de R$ 150 milhões representa apenas 14% do patrimônio total. “Obviamente que é preciso sempre buscar o equilíbrio financeiro, porque não há investimento em estruturas, investimentos em qualidade se você não tiver equilíbrio financeiro”, relatou Ayache.


Ainda de acordo com o presidente da Cassems, a entidade enfrenta o que todos os planos de saúde brasileiros têm sofrido. “É uma consequência da pandemia e obviamente leva a uma sobrecarga do sistema de saúde, com aumento significativo das despesas assistenciais, o que levou o ano passado a um prejuízo operacional de todos os planos de saúde brasileiros e R$ 11 bilhões, algo inédito na história do país”.


Para Ayache esses desafios precisam ser encarados com seriedade, com debate transparente, com a construção coletiva e "no nosso caso, da Cassems, nós também enfrentamos os mesmos problemas. Mas é fundamental esse debate com os servidores, com a Assembleia Legislativa, que sempre foi uma grande parceira da saúde dos servidores públicos e também com o Governo do Estado, que sempre esteve presente nas decisões e no suporte ao nosso plano de saúde”.


Ele avaliou que, após a reunião desta quinta-feira, mal-entendidos foram sanados e será possível caminhar para a criação de comissão proposta pela Alems para aprofundar o debate entre as partes.“Deixamos aqui muito claro, trazendo os balanços da Cassems dos últimos cinco anos, e me parece que houve uma má interpretação de um dado do balanço, que nós corrigimos essa avaliação. Aliás, corrigimos apresentando dados, números e a realidade. A verdade prevalece sempre, a verdade tem muita força. Então, foi muito importante essa oportunidade que a Assembleia Legislativa nos concedeu de vir até aqui conversar, de responder os questionamentos dos deputados. A gente sempre sai engrandecido quando o debate é feito de uma forma tranquila, serena e propositiva”.


Ayache ressaltou que o balanço é auditado internamente de forma séria e que há fiscalização feita pela ANS (Agência Nacional de Saúde). “Nossos números são absolutamente transparentes, publicados na imprensa e em Diário Oficial anualmente. Trimestralmente, nossos dados são enviados para a ANS e, com certeza, as auditorias mostram - e inclusive a própria avaliação da Agência - que somos um plano sustentável e equilibrado, que permite acesso de qualidade aos nossos beneficiários”.


Em Assembleia Geral Extraordinária feita em 27 de julho, a Cassems explicou que, antes da pandemia, havia superávit operacional e reservas financeiras consistentes. Entretanto, após o período pandêmico, o prejuízo líquido girou em torno de R$ 3 bilhões.

A crise na saúde suplementar ocorre em todo o país, de acordo com publicação feita pela associação, que ressalta maior uso do convênio e sequelas da covid-19, além da inflação médica ser três vezes superior à inflação geral, como alguns dos principais motivos para esses problemas. Em geral, também há pressão por reajustes, em meio a tal contexto.


CPI - O deputado estadual Gerson Claro (PP), presidente da Assembleia, disse em coletiva nesta quinta-feira (3) que a Alems não deverá abrir CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar tais ocorrências. Ele também ressaltou que não iria permitir que a Casa servisse de "palanque para lacrar nas redes sociais", se referindo ao deputado estadual Rafael Tavares (PRTB), que pediu a investigação.


“Acredito que não [vai ter a CPI], não tem elementos, não é um fato concreto que possa efetivamente justificar uma CPI neste momento. Óbvio, a Assembleia cumpre o seu papel fiscalizatório, mas não entra na onda da politicagem”, declarou.


Claro considerou que a declaração sobre o deficit de R$ 17 milhões se tratou mesmo de um erro de interpretação dos dados do balanço. “Lembrando que a gente sempre teve uma ação transparente com assembleias de prestação de contas, com o portal da transparência, com fiscalização da agência reguladora. Nosso papel é levar pro servidor público a melhor assistência ao preço mais justo. E tem feito isso ao longo desses anos todos”.

“Nosso papel é o de tratar esses assuntos com responsabilidade, com compromisso com a sociedade. Isso foi feito durante a reunião e ficou estabelecido aqui que nós vamos tratar desse assunto com responsabilidade junto com a Cassems e Governo do Estado.”


O deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, foi um dos que defenderam a não abertura da CPI em plenário.


Tavares reafirmou após a reunião - que contou com protesto de alguns servidores - que não vai retirar o pedido de CPI.

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